Um novo olhar sobre a carne suína

Imagem :revistaplantar.com.brOcupando o terceiro lugar na preferencia da mesa do brasileiro, a carne suina vem conquistando cada vez mais o seu lugar no mercado. Isso se dá porque à 30 anos atrás, no Brasil, o “porco” era criado sem cuidado, solto ao redor das casas em fazendas, comendo tudo o que encontrava. E a sua finalidade principal era a produção de banha, por não existir óleos vegetais, os alimentos eram preparados a partir da banha, inclusive utilizado para conservação dos alimentos. Quando a preocupação era extrair a banha do porco, o ideal era que o animal pesasse até 300 quilos.

Hoje um animal médio pesa em torno de 110 quilos. Teve se sua gordura reduzida em até 80%, porque hoje tem se como objetivo a produção de carne, e não mais a banha. Mantem se o preconceito pela carne suína ate os dias de hoje, pelo trato dado aos animais antigamente. Porem, cabe a nós zootecnistas erradicar este mito, mostrando que hoje o suíno é suíno, e não porco, produzido em instalações adequadas, tratado com toda higiene, alimentado corretamente e que passa por pelo menos cinco inspeções antes de ser declarado apto para o consumo.

Segundo o  médico nutrólogo, Maximo Asinelli, ressalta que as características físicas e químicas da carne suína são imensas. “Além de ser saudável, sua maciez e sabor agradável, são fatores que tornam a carne suína bem aceita pelos consumidores” e completa, “a carne suína possui adequado teor de proteínas (19 a 20% na carne magra) com boa combinação de aminoácidos essenciais, apresentados em forma biologicamente disponível. Também é uma excelente fonte de vitaminas do complexo B, principalmente de Tiamina (B1), Riboflavina (B2) e Cobalamina (B12)”.

  • A Tiamina, por exemplo, é importante para o metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas, e essencial no sistema nervoso central e devido a isto é conhecida como vitamina antineurítica.
  • Já a Riboflavina – só encontrada em tão grande quantidade na carne suína e no leite – é essencial para a formação de células vermelhas do sangue, para a ocorrência da neoglicogênese e na regulação das enzimas tiroideanas. A riboflavina combina-se com o ácido fosfórico nos tecidos, fazendo parte de duas coenzimas: a flavina mononucleotídio e a flavina adenina dinucleotíeo.

Essas enzimas participam dos processos de oxirredução nas células e como enzimas desidrogenases, que catalisam o primeiro passo na oxidação de intermediários do metabolismo dos ácidos graxos e da glicose e também estão envolvidas na ativação da vitamina B6.

  • A Cobalamina (B12) é importante no metabolismo dos ácidos nucléicos é essencial para o funcionamento de todas as células do organismo, especialmente no trato gastrointestinal, tecido nervoso e medula óssea. Atua também na maturação das células sangüíneas vermelhas e na formação da bainha de mielina. Esta envolvida no metabolismo das gorduras, proteínas e carboidratos e também do ácido fólico.

A carne suína também se destaca pelo seu conteúdo de cálcio, fósforo e principalmente potássio, que tem importante função na normalidade da pressão sanguínea. E como se sabe, a hipertensão tem alta prevalência na população humana, e as principais indicações nutricionais para controlá-la são as de diminuir o sódio e aumentar o potássio.
Outro mineral importante da carne suína é o ferro, que é bio-disponível e rapidamente assimilado pelo organismo. A deficiência de ferro é especialmente sentida pelas crianças e mulheres: público alvo de riscos de anemia.

Ao consumir 85 gramas de carne suína, um indivíduo atende aos seguintes percentuais de suas necessidades diárias de nutrientes: 53% de tiamina (B1), 33% cobalamina (B12), 22% de fósforo, 20% de niacina (B3),19% de riboflavina (B2), 18% de piridoxina (B6),15% do zinco 15% do zinco 11% do potássio, 7 % do ferro e 6% do magnésio.

Sobre Ingridy Dutra

Ingridy Dutra
Graduando em Zootecnia - UESB Itapetinga, 19 anos. Bolsista de iniciação FAPESB. Católica Apostólica Romana, devota de Nossa Senhora Aparecida.

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