Suínos a pasto

Fonte: saude.consultaclick.com.br
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As exigências sobre os produtos de origem animal têm aumentado ao longo dos anos e isso inclui a necessidade de se implantar novos meios de produção que atendam essas exigências. Mas essas mudanças podem trazer custos mais elevados, então deve-se pensar em uma forma de se fazer o correto, gastando menos.
Pensando assim, muitos produtores em diversas áreas têm buscado por práticas legais e baratas, como é o caso dos criadores de suínos que têm adotado a prática de criação a pasto, ou seja, substituindo o confinamento intensivo por criação ao ar livre. Apesar desta prática estar sendo explorada com mais afinco, ela não é tão recente. Por volta da década de 50-60, a criação de suínos era feita de modo semiextensivo, com os animais sendo criados em piquetes ao ar livre e sendo alimentados com grãos e pastagens. A criação a pasto apresenta grandes vantagens para o produtor, a começar pelo baixo custo se comparado ao de confinamento, já que suas instalações são mais simples e o custo com alimentação é bem menor.
Nesse tipo de produção são construídos piquetes ao ar livre com abrigos rústicos, podendo a produção ser realizada em ciclo completo ou apenas a criação ao ar livre dos animais nas fases de gestação, lactação ou creche. Os piquetes devem ser cultivados com espécies forrageiras de boa qualidade, como capim bermuda (Cynodon dactylon), capim quicuio (Pennisetum clandestinum), grama missioneira (Axonopus jesuiticus), azevém anual (Lolium multiflorum) e algumas leguminosas, como trevo branco (Trifolium repens), trevo vermelho (T. pratensis) e alfafa (Medicago sativa).
Apesar de ter uma capacidade de digestão de fibra restrita, os suínos possuem no ceco espécies de bactérias fibrolíticas que existem no rúmen. Os ácidos graxos voláteis gerados no ceco através da fermentação bacteriana são rapidamente absorvidos e podem apresentar parcela importante das exigências de energia de suínos em crescimento ou em animais adultos. Desse modo, a utilização de espécies forrageiras passa a se caracterizar como uma alternativa viável para a redução de custos com alimentação na criação de suínos. Sem contar o bem estar animal, já que os mesmos podem exercer papeis de sua própria natureza, o que por muitas vezes não ocorre quando confinados. Gerando, então, assim um produto final de ótima qualidade e bem aceito pelos consumidores mais exigentes.

Sobre Ulisses Barbosa

Ulisses Barbosa
Graduando em Zootecnia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB; Baiano; 23 anos; Cristão Protestante; Disposto a partilhar o que pouco sei. "Fazes crescer capim para o gado e verduras e cereais para as pessoas, que assim tiram da terra o seu alimento... Que a Glória de Deus, o Senhor, dure para sempre! Que Ele se alegre com aquilo que fez!" -Salmos 104:14,31'

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Um comentário

  1. Lúcia Glória Alencar Magalhães

    Tenho uma área pequena. Aproximadamente 3.hc 800m. Estou estuda a possibilida de criar suínos. A abaixo custo. Mais com qualidade de carne e um animal saudável. Sem. Stress. Gostei de saber sobre as gramas. No sítio tem vários tipos. No espaço de 2hc. Em piquete. Quantas cabeças pode criar neste espaço. Gostei muita do artigo. Gostaria de receber outras matérias rec. Alimentacao natural para suínos.

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