CNA defende revisão do Sistema de Sanidade para os Equídeos

Um sistema mais eficiente de sanidade para controle do rebanho e de doenças e a atualização de modelo de resenha, mecanismo utilizado no país na identificação de equídeos (cavalos, muares e asininos), a partir da utilização de chips. Estas propostas foram defendidas, nesta terça-feira (28/4), em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Equideocultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por Hélio Fábio do Nascimento Guerra, representante da CNA no colegiado.

No encontro, Hélio, representante da CNA na Câmara e presidente da Comissão de Equinos da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), expressou sua preocupação com o mormo, doença infectocontagiosa que ataca os equídeos, em razão do surgimento, na semana passada, de um novo caso da doença em Hidrolândia, a 30 quilômetros de Goiânia.

A doença tem incidência em quase todo o país, provocando, entre outras consequências, a suspensão do comércio de animais e de competições esportivas com cavalos. “Precisamos parar de enxergar a equideocultura como um hobby de rico. Há muitas pessoas que vivem deste setor, que emprega 3,5 milhões de pessoas. Muitas pessoas deste segmento sustentam suas famílias com a equideocultura”, disse Guerra.

Na sua avaliação, não há hoje um sistema de sanidade eficiente no Brasil para equídeos. Segundo ele, os exames para identificar a doença são falhos e o modelo de identificação dos animais, conhecido como resenha, ainda é feito no papel. Assim, ele defendeu o uso de chips de identificação, como ocorre com o rebanho bovino, para que haja mais eficiência no controle de movimentação e comércio de animais e na prevenção e controle de doenças.

O mormo é uma doença infectocontagiosa dos equídeos, que ataca os animais por meio da bactéria Burkholderia mallei e pode também ser transmitida ao homem e a outros animais. A contaminação ocorre pelo contato com o material infectante do animal doente (pús, secreções nasais, urinas ou fezes), e a bactéria penetra no organismo por via digestiva, respiratória, órgãos genitais ou pele.

Fonte: Canal do produtor

Sobre João Wilian Dias Silva

João Wilian Dias Silva
Técnico em Agropecuária pela Escola Família Agrícola de Caculé, Atualmente Graduando em Zootecnia -UESB, bolsista de iniciaçao científica, 22 anos

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