Estratégia do uso da suplementação proteica e energética para novilhos azebuados em pastagens durante a estação seca: consumo

Introdução

O consumo está relacionado com diversos fatores, dentre eles, a categoria animal, nível de produção, funções vitais, tamanho, peso vivo juntamente com os fatores inerentes ao meio ambiente e à planta. Animais maiores e mais pesados possuem maior consumo de matéria seca (CMS), devido à maior exigência para mantença e à capacidade do rúmen.

Deve-se levar em consideração a interação animal e planta, pois quando se considera o estádio de desenvolvimento das plantas, verifica-se que à medida que crescem, as plantas forrageiras diminuem a densidade e a proporção de folhas, e aumentam a proporção de caule, acarretando a elevação dos teores de compostos estruturais (parede celular), tais como celulose, hemicelulose e lignina e, paralelamente, a diminuição do conteúdo celular, desfavorecendo o consumo. Com isso, torna-se necessário conhecer e entender os requerimentos nutricionais dos animais em cada fase da sua vida, para poder formular suplementos com quantidade de proteína, energia e minerais, suprindo todas as exigências dos animais.

Material e Métodos

O experimento foi conduzido na fazenda Princesa do Mateiro, localizada no município de Ribeirão do Largo, região Sudoeste da Bahia no intervalo de 28/05/2012 à 24/11/2012, referente ao período seco. A área experimental correspondeu a 7 hectares, dividida em quatorze piquetes de 0,5 hectare cada, formados com Brachiaria brizantha cv. Marandu. Foram utilizados 22 bovinos machos, castrados, azebuados, com idade e peso médios inicias, de 13 meses e 272,08 ± 15,55 kg, respectivamente. O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado, com dois tratamentos e onze repetições. As estratégias de suplementação proteico/energética – 0,2% e 0,6% do PC, corresponderam a seguinte composição (Tabela 1). A suplementação foi fornecida diariamente às 10:00 horas em cochos plásticos, com duplo acesso, sem cobertura.

Tabela 1

Resultados e Discussão

Os consumos de MS total por (kg/dia e %PC), nutrientes digestíveis totais (kg/dia), matéria orgânica e carboidrato total (kg/dia) não foram influenciados (P>0,05) pela suplementação (Tabela 2), fato este evidenciado pela redução do CMS oriunda da pastagem. Houve efeito significativo (P<0,05) nos níveis de suplementação 0,2% e 0,6% do PC para o CMS do pasto (kg/dia) com 6,68 kg/dia e 4,89 kg/dia respectivamente, o menor consumo pode ser evidenciado pelo efeito substitutivo, segundo GOES et al., (2005). A taxa de substituição é um dos principais fatores para explicar as variações na eficiência da suplementação de animais a pasto, quanto maior a taxa de substituição, menor a eficiência da suplementação.

Tabela 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O consumo de proteína bruta (PB) (kg/dia) e carboidratos não fibrosos (CNF) (kg/dia) foram superiores (P<0,05) para os animais que receberam suplementação com nível 0,6% do PC. Com o efeito substitutivo verificado, houve um aumento no consumo de PB e CNF. Pode se inferir que o consumo de concentrado da dieta foi eficiente em promover acréscimos dos nutrientes acima citados, consequentemente, o concentrado favoreceu a ingestão de nutrientes, uma vez que estes estavam limitados pela baixa qualidade da forragem no período seco.

Conclusão

Os níveis de suplementação 0,2 e 0,6% do PC, de novilhos azebuados, não alteram o consumo de matéria seca total (kg/dia e %PC), em função do efeito de substituição da forragem pelo concentrado.

PUBLIO, P.P.P.; BARROSO, D. S. et al., Estratégia do uso da suplementação proteica e energética para novilhos azebuados em pastagens durante a estação seca: consumo. ANAIS ZOOTEC 29,05, 2015, Fortaleza / CE.

Sobre Pedro Paulo Policiano Públio

Pedro Paulo Policiano Públio
Graduando em Zootecnia pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, integrante do grupo de estudo em Suplementação de Bovinos a Pasto. Estudante com ênfase em Nutrição e Alimentação Animal. Amante de equinos e informática. Idade, 24 anos.

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